Canadian Dream Vlog – Agora também estamos no Youtube

Agora o Canadian Dream também está no Youtube! Isto mesmo! Apesar da nossa falta de intimidade com a câmera (motivo pelo qual este projeto demorou tanto pra sair do forno), vamos começar a postar videos regularmente mostrando um pouco da vida em Toronto, curiosidades, viagens e muito mais! Convidamos todos para se inscrever no nosso canal,  assistir o primeiro videos que já postamos e deixarem um jóinha para sabermos que vocês gostaram do video! 🙂

Assista o nosso primeiro video clicando aqui.

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Express Entry – Mudanças (19 de Novembro de 2016)

Fala Galera,

Tudo certo? Sei que faz tempo que não escrevemos aqui, mas a vida ficou corrida e acabamos deixando um pouco de lado o site.

Como agora tivemos algumas importantes mudanças no Express Entry, viemos para atualizá-los sobre as mesmas.

A partir do dia 19 de Novembro de 2019, as mudanças entraram em vigor. Basicamente elas visam valorizar pessoas que estudaram no Canadá e também pessoas que possuem uma oferta de emprego.

  • Você pode receber mais pontos por ter estudado no Canadá;
  • Uma oferta de emprego só precisa ser de 1 ano agora, e em alguns casos não precisa nem de LMIA;
  • A pontuação recebida por uma oferta de trabalho mudou;
  • Você tem agora 90 dias para mandar sua aplicação após receber o ITA.

Caso tua aplicação tenha um conjugê, as mudanças só afetam tua pontuação. O único grupo de pontuação que mudou foi o grupo D (Adittional Points).

Abaixo você encontrará uma tabela com as mudanças.

Antes de 19 de Novembro de 2016

Após 19 de Novembro de 2016

Ofertas de Emprego

The Express Entry Comprehensive Ranking

Você ganharia 600 pontos por uma oferta de emprego permanence apoiada com um Labout Market Impact Assessment (LMIA).

As mudanças na maneira que o candidato poderá pontuar, deram-se de 3 formas.

Pontos serão dados para pessoas com visto de permissão de trabalho, sem necessidade do LMIA

Não será mais obrigatório o LMIA para que os pontos sejam concedidos pelo CRS. Isto inclui pessoas que estão no Canadá através dos acordos da NAFTA, acordo Federal-Provincial, Mobilité Francophone ou transferencias intra-company.

O candidato deve estar trabalhando por no mínimo 1 ano na empresa que está oferecendo a oferta de trabalho.

 

As ofertas de trabalho precisarão ser de somente 1 ano de duração após o recebimento da residência permanente.

Isto significa que mais candidatos que estão trabalhando com “contratos de trabalho” terão mais chances de receber o ITA.

 

O número de pontos dados para quem possui oferta de trabalho serão reduzidos.

– Oferta de Trabalho em um NOC 0, A ou B: 50 pontos

– Oferta de Trabalho em um NOC 00 – 200 pontos

Isto fará com que exista um maior equilíbrio no sistema, especialmente para que não possui uma oferta de emprego, mas tem uma ótima qualificação.

Educação

O Sistema do EE somente dava pontos para educação em linhas gerais, desde que houvesse a equivalencia no Canadá (ECA).

Não havia benefício para quem houvesse estudado no Canadá.

 

No novo Sistema, pontos extras serão dados para credenciais obtidas dentro do Canadá.

15 pontos – para diplomas ou certificações com 1 ou 2 anos de duração.

30 pontos – para graduações, diplomas ou certificações com 3 ou mais anos de ducação.

30 pontos – para mestrado ou doutorado de no mínimo 1 ano de duração.

Com esta mudança, mais candidatos que estudaram no Canadá poderão fazer a transição do visto para residente permanente.

Aplicações

No sistema antigo, após receber o convite para aplicação (ITA), o candidato tinha 60 dias para mandar todos os documentos. Isto inclui certificados de antecedentes criminais e exames médicos. Com as mudanças, o candidato tem agora 90 dias após o ITA para enviar a aplicação completa. Isto dá mais tempo ao candidato para coletar as documentações.

Nossa visão é que o sistema mudou para melhor, isto faz com quem não tenha uma oferta de trabalho fique mais competitivo em relação a quem tem uma oferta de trabalho.

Outra mudança importante é que para quem veio para o Canadá para estudar, isto está sendo valorizado, ou seja, o investimento está sendo reconhecido pelo governo Canadense.

1º Ano de Canadá!!!

Dia 28/06/2016 completamos oficialmente 1 ano no Canada. A verdade é que chegamos nos primeiros minutos do dia 29 de junho, porém a imigração oficializou nosso landing dia 28 de junho de 2015, o qual se torna nossa data oficial para celebrarmos o tempo em que moramos aqui.

Este dia é sem duvida o marco mais importante até agora, pelo simples motivo que encerramos o projeto de adaptação no país. Nosso planejamento inicial contava com um período de 12 meses os quais muitas decisões seriam tomadas, muitos ajustes seriam necessários e especialmente, muitas mudanças de comportamento da nossa parte para uma melhor adaptação à cultura local.

Comentamos com vocês que quando completamos 6 meses já estávamos nos sentindo em casa, o que falar depois de 1 ano então? Definitivamente estamos adaptados e não passa pela nossa cabeça um retorno ao Brasil, nossa nova casa é aqui.

Recapitulando nosso projeto de 12 meses:

  • 0 – 3 meses: ajuste de orçamento, moradia, conhecer a cidade, adaptação a cultura, entender o mercado de trabalho e estudar Inglês;
  • 3 – 6 meses: estudar Inglês, cursos técnicos, procurar emprego e adaptação ao inverno;
  • 6 – 12 meses: adaptação a cultura no mercado de trabalho, ajuste do orçamento para adaptar ao nosso estilo de vida e começar a investir em lazer.

Definitivamente nosso projeto inicial foi um sucesso, acredito que conseguimos fazer até mais do que o planejado. Tanto a Bruna quando eu, conseguimos fazer cursos em universidades já no primeiro ano, eu obtive 3 certificações (PMP, Scrum Master and Lean Six Sigma), ambos estamos bem empregados (a Bruna com mais de 1 emprego, inclusive), conseguimos um equilíbrio financeiro que nos permite investir em lazer e até iniciar nossa economia para a compra de um imóvel.

Tivemos a felicidade de nestes 12 meses recebermos a visita das nossas mães e também eu (Lucas) tive a oportunidade de passar alguns dias no Brasil, coisas que ajudaram muito a adaptação inicial. Outro fator muito importante foi de que amigos de infância que temos no Brasil continuam muito presentes em nossas vidas, isto foi e é fundamental para não nos sentirmos sozinhos. Também conseguimos fazer um bom ciclo de amizade aqui no Canada, o que ajuda a criar laços ainda mais forte com o país.

Nosso planejamento não incluía utilizamos o OHIP (plano publico de saúde) com tanta frequência, mas aconteceu. Eu operei da apêndice e atualmente estou aguardando o diagnostico da lesão no joelho para saber se terei que passar por uma cirurgia e reconstruir o ligamento cruzado do joelho direito. Como a saúde e gratuita aqui no Canada, são coisas que não afetaram nosso planejamento financeiro, mas logicamente tiveram um reflexo na nossa rotina.

Vamos falar um pouco do Canada então, neste um ano realmente confirmamos muitas coisas que havíamos pesquisados antes de vir.

– Segurança: é algo que não nos preocupa mais. Sinceramente, não lembramos a última vez que nos preocupamos em ser assaltados ou algo do tipo, depois de um tempo tu acabas eliminando estes pensamentos da cabeça, porque tu não escutas nada disto por aqui. Não quer dizer que tu não vá ser assaltado, mas quer dizer que a probabilidade é tão baixa, que não vale a pena a preocupação. Hoje em dia tiramos o celular do bolso em qualquer hora, inclusive de madrugada. Aliás, muitas vezes voltamos para casa depois da meia noite e com sentimento de segurança absurdo, o mesmo que temos durante o dia.

– Educação das Pessoas: foi algo que nos impressionou no inicio da nossa vida aqui, as pessoas são muito educadas. “Bom dia”, “com licença”, “por favor”, “obrigado” e por ai vai… são palavras quase que obrigatórias e não é somente por cultura, é verdadeiro. Logicamente já cruzamos com pessoas mal educadas, a grande maioria não era canadense, mas em linhas gerais, a educação aqui é bem alta. Um fator negativo que tenho a destacar é no mercado de trabalho, como o Canadense é muito educado, ele evita conflito e por vezes acaba agindo “nas costas” da pessoa, talvez por inocência, talvez por sacanagem… realmente não sei, mas vejo acontecendo isto seguidamente no mercado de trabalho. É algo para abrir o olho!!

– Inverno: Bom, aqui eh onde eu e a Bruna temos opiniões diferentes:
LUCAS: Minha opinião é que não é muito bom não, o inverno é muito longo e te limita bastante, é muito difícil continuar com o ritmo que tu tens no verão ou até mesmo com o que temos no inverno Gaúcho. Praticar esportes na rua, somente se for snowboarding ou skiing, o resto terá que ser indoor. Logicamente que quando tu aproveitas a neve e tem condições de ir para as montanhas, o inverno se torna sensacional, mas não são todos os meses que tu consegues isto. O frio não é um problema, tu estás sempre bem agasalhado e dentro de casa esta sempre quente, mesmo quando temos temperaturas negativas.
BRUNA: Entendo e acredito que muitas pessoas não gostam da ideia de viver em um lugar onde faz temperaturas negativas em quase 50% dos dias do ano. Eu, particularmente, nunca gostai de inverno, do frio e de ter que andar com vááárias camadas de roupas. O engraçado é que o Canadá me fez mudar de ideia na primeira neve que presenciei. Eu amo o inverno daqui, amo aquele frio (quase insuportável) pelo simples fato de toda a beleza que o inverno daqui traz. Amo acordar pela manhã e olhar pela janela aquela paisagem branquinha. Amo colocar minhas botas de neve naqueles dias de muitaaaa neve caminhar pelas ruas de Toronto só para ter aquele prazer de pisar na neve branquinha e fofinha. Amo os esportes de inverno (snowboarding, skiing, ice skating, “skibunda”…), apensar de não ter experimentado ainda todos estes esportes, todas estas possibilidades me deixam muito animada para o inverno. Sem falar o quão preparado o Canada é para o inverno, tu só sente o frio mesmo a céu aberto na rua, porque todos os lugares aqui tem calefação ou são bem protegidos para o frio (casas, prédios, ônibus, metro…) Resumindo, AMO o Canada e tudo que o Canada nos proporciona. Amo a vida que levamos aqui.

– Francês: ninguém fala Francês em Ontário, podem até saber falar, mas aqui, é raro escutar.

– Inglês: Comunicação não é mais um problema para nós, já conseguimos entender tudo e falar o que queremos. Logicamente temos muito a melhorar, mas não é mais um preocupação para nós.

– Viagens: conseguimos viajar relativamente bastante para os primeiros 12 meses. Visitamos Niagara Falls, Blue Montain, Windsor, Montreal (Quebec) e Quebec City (Quebec). Foram viagens curtinhas, mas já conseguimos conhecer um pouco da região. Nos próximos 12 meses a lista vai aumentar bastante.

Mais uma vez, aproveitamos para agradecer a todos que continuaram tendo contato seguido conosco, mesmo sabendo que fisicamente estaríamos distante e, pedimos para os que se afastaram, voltem a ter o contato conosco. Nós não morremos, só nos mudamos para um local geograficamente diferente.

OHIP – Hospital – Emergência – Apendicite

Galera, tudo certo?

Estamos nós aqui novamente para relatar nossa experiência utilizando a emergência de um hospital aqui no Canadá e também dar nossa opinião sobre o OHIP.

Na segunda-feira (22/02), por volta das 17h, comecei a sentir uma forte dor no abdomen, a dor era generalizada, não tinha local específico. Após algumas horas (por volta das 21h), a dor estabilizou no lado direito do abdomen, próximo a cintura, foi neste momento que comecei a pesquisar sobre apendicite e falar com alguns amigos. Fiz alguns testes que achei na internet e os sintomas ficaram ainda mais próximos deste diagnóstico, foi nesta hora que liguei para o TeleHealth (assistência médica onde falamos com enfermeiros). No TeleHealth a enfermeira que me atendeu fez uma série de perguntas e ao final de 15 minutos ela recomendou que eu fosse para uma emergência de um hospital em no máximo 4 horas. Foi isto que fizemos, aproximadamente as 22h50 saímos de casa e fomos para o hospital Sunnybrook.

Chegamos no hospital por volta das 23h15, onde fomos para a emergência e ficamos em uma fila para fazer a triagem com os enfermeiros, foi possível notar que haviam aproximadamente 15 pessoas na nossa frente. Pouco mais de 20/30 minutos após nossa chegada, fomos encaminhados para a triagem, onde a enfermeira praticamente repetiu as perguntas que eu havia respondido para o TeleHealth, após isto fui encaminhado para fazer meu registro no hospital. Fiz o registro e fui encaminhado novamente para a recepção da emergência, com o alerta que eu iria esperar por volta de 4h/5h para ver um médico. Voltamos então para a recepção e por volta da 1h30 da madrugada (2h15 após a chegada), uma enfermeira me chamou para fazer exame de urina e de sangue. Novamente após isto, voltamos para a recepção.

Por volta das 4h15 da manhã (5h após a chegada), nos chamaram para “entrar” no hospital, foi quando tivemos a esperança de falarmos com um médico. A esperança durou pouco, fomos encaminhamos para uma sala de espera em um setor de atendimento, onde foi possível ver alguns residentes e enfermeiros atendendo outros pacientes que foram chamados antes que nós.

Entre as 4h15 e 6h15 da manhã (7h após a chegada), somente falamos com os enfermeiros, e foi para aferir a pressão e verificar os batimentos cardiacos, nada além disto. Por volta das 6h30, me chamaram para outra sala e ai sim fui atendido por um médico residente que fez a avaliação clínica, porém não obtive nenhum retorno da avaliação, somente a informação que a médica de plantão iria me ver em alguns minutos. Por volta das 7h a médica de plantão veio falar comigo e novamente fez o exame clínico, desta vez ela comentou o que achava que estava acontecendo e fez um ultrassom para tentar verificar se meu apêndice estava realmente inflamado, o que infelizmente não foi possível, eles não conseguiram identificar o apêndice. Foi ai que ela solicitou que eu fizesse um CT Scan, exame computadorizado que iria detectar 100% o que estava acontecendo comigo.

Por volta de 7h30 fui chamado para o exame e 15 minutos depois já estava novamente na sala de espera. Esperamos por mais 30 minutos o resultado e então a médica veio conversar comigo e explicar que iriam esperar o cirurgião chegar no hospital para tomar a decisão de me encaminhar para a cirurgia ou não, mas que estava claro que minha apêndice estava inflamada.

Entre as 7h30 e 8h30, outros médicos residentes vieram falar comigo, porém desta vez um deles trabalhava com o curirgião, o que agilizou a decisão de encaminhamento para a cirurgia. As 8h30 (9h depois de chegarmos), foi me comunicado que eu iria para a cirurgia e que o cirurgião estava a caminho, mas que a cirurgia ia ser por volta do meio-dia. Eu pedi que eles me colocassem em uma maca e, que de preferência pudesse deitar e eu minha esposa, pois ambos estavamos em poltronas desde que chegamos e, sem durmir. Eles providenciaram uma maca pra nós e, para nossa surpresa (positiva), já as 9h30 fui encaminhado para a sala de cirurgia.

A cirurgia foi muito rápida e as 10h30 eu estava na sala de recuperação, depois disto fui encaminhado para um local onde havia aproximadamente 10 outras pessoas, mas era tudo dividido por cortinas, muito bem separado. Ficamos lá até por volta das 11h da noite, onde fui liberado para vir para casa.

Bom, vamos aos comentários:

1 – O tempo de espera para ver o médico foi absurdo, ficou em 8h/9h. Em nenhum momento vieram perguntar se estava bem, se poderiam fazer algo para a dor (embora eu pudesse ter pedido algo), dar alguma nova previsão de atendimento… enfim, realmente a emergência daqui (neste experiência) fica muito abaixo do esperado e aceitável para um país como o Canadá.

2 – Após o atendimento do médico, tudo funciona as mil maravilhas, parece que mudei de planeta. Tudo é rápido, tecnológico, fácil, educado, etc. A partir da identificação da cirurgia, só temos elogio.

3 – Acompanhante: não espere nada além de uma poltrona razoávelmente confortável para seu acompanhante. Após a cirurgia, a alimentação é somente para o paciente, porém foi oferecido ao acompanhante, pois nem todos os pacientes quiseram.

4 – OHIP: Não tivemos qualquer custo, com excessão dos medicamentos, é claro. Sem dúvida isto é algo que tem que se comemorado. A simplicidade impera, não podemos esperar quarto privativo/semi-privativo, nem refeição top (ao menos no hospital que fomos). O ruim fica realmente por conta da espera na emergência, isto ao que tudo indica é o calcanhar de Aquiles do sistema de saúde Canadense.

Era isto, se tiveram mais alguma dúvida, entrem em contato conosco.

Trabalho e Equilíbrio Financeiro!!

Enfim, completamos nossa jornada inicial! Foram 7 meses para realizarmos um projeto de 9 meses. O início de uma nova vida em outro país não é nada fácil, por isto fizemos um bom planejamento antes de embarcamos neste desafio.

Como já explicamos anteriormente, nosso projeto se daria em 3 fases:

  • 1ª Fase (0-3 meses): Adaptação e Moradia
  • 2ª Fase (3-6 meses): Inglês, Emprego e Inverno
  • 3ª Fase (6-9 meses): tempo extra para busca de estabilidade financeira, caso não fosse atingido nos 6 primeiros meses.

Dado este cenário, acredito que atingimos em 100% o que planejamos e, gostaria de compartilhar com vocês a nossa jornada em busca de emprego e equilíbrio financeiro (parar de gastar grana vinda das economias no Brasil).

Estratégia da Bruna:

Minha estratégia e a da Bruna foram diferentes, a dela era de conseguir o primeiro emprego da forma mais rápida possível, não importando em qual área, inclusive considerando empregos de “sobrevivência”. O motivo era simples e objetivo, ela iria praticar Inglês rapidamente e ainda por cima diminuiríamos o valor que estávamos gastando das nossas economias.

Ela executou os planos muito rapidamente, isto aconteceu ainda na Fase 1 (nos três primeiros meses), conseguiu um emprego em uma empresa TOP, mas não na área dela. O valor recebido já nos ajudava muito e nos deu ainda mais folego financeiro, maior do que os 9 meses iniciais que teríamos. Ela ainda continua neste emprego.

Importante também foi que neste mesmo período ela conseguiu um trabalho voluntário na área dela, isto possibilitou ela adquirir experiência Canadense, praticar o Inglês e melhorar o currículo. Esta é uma ótima estratégia para quem chega aqui, o Canadá valoriza muito trabalhos voluntários e este é um dos caminhos para conseguir empregos melhores no início. Ela ainda continua no volunteriado.

Estratégia do Lucas:

Eu planejei duas coisas, uma o emprego e outra o volunteriado. A estratégia do emprego remunerado seguiu na linha de tentar um trabalho na minha área e aplicar para vagas de gerente de contas. A estratégia de voluntariado deu certo já na primeira fase, consegui voluntariar no PMI (Project Management Institute), onde estou até hoje.

Já a estratégia de buscar oportunidades de gerentes de contas não deu muito certo, então decidi voltar a estudar gestão de projetos e tirar minha certificação PMP, o que aconteceu na fase 2. Em paralelo a isto, comecei a aplicar também para vagas de gestão de projetos, mas não tive sucesso até o final do sexto mês.

Mudança de Estratégia 1: A que deu errado

Em outubro/15, no quarto mês de Canadá, decidi que iria aceitar qualquer oportunidade, pois muitos dos retornos que eu estava tendo falavam ou do Inglês ou da experiência Canadense, então apliquei para outras vagas.

O meu primeiro emprego foi de sobrevivência, mas durou 4 horas (uma shift), realmente eu não estava preparado para isto, e logo depois do primeiro dia, comuniquei que não iria mais.

O segundo emprego foi para vender Norton Antivírus pelo telefone, o emprego não era ruim, embora o valor hora fosse baixo. O trabalho era de casa, mas era muito estressante ficar 8 horas seguidas no telefone. Resumidamente, 1 mês depois do início, também comuniquei que não iria continuar trabalhando. Isto já era dezembro/15, praticamente 6 meses depois de chegarmos no Canadá, foi uma decisão bem difícil de tomar.

Mudança de Estratégia 2: A que deu certo

Foi em dezembro/15 que colocamos nossa cabeça no lugar e planejamos que eu iria focar novamente em dois tipos de empregos: gestão de projetos e vendas em TI. O emprego teria que ser bom e solucionar nossa situação no Canadá, não iria mais aceitar ofertas que fossem amenizar a situação. Então, em janeiro/16 comecei uma nova fase, reservando praticamente 4 horas por dia para aplicar para várias vagas, era uma média de 10 aplicações por dia útil.

Para esta nova fase haviam 3 fatos novos: o primeiro é que eu era PMP (Project Management Professional), o segundo é que eu estava estudando gestão de projetos na universidade Ryerson aqui de Toronto e, o terceito foi que eu adicionei meu voluntariado no PMI-SOC como uma experiência profissional, ou seja, mostrei para o recrutador que havia melhorado meu Inglês e que já havia buscado a tão falada experiência Canadense.

Um outro fator é que também comecei a realizar networking de uma maneira mais assertiva e, com isto contei com a ajuda de alguns Brasileiros que já estão aqui faz tempo. Foi com uma destas ajudas que fiz um processo seletivo e fui para a entrevista final com 3 candidatos, infelizmente não fui selecionado, mas serviu para eu aprender como era um processo até o final e também pegar confiança que eu estava no caminho certo.

A partir disto, o mês de janeiro/16 foi excelente. Praticamente todas as entrevistas que fui chamado, consegui avançar de fase, foram 10 empresas diferentes, sendo que somente 1 me retornou o resultado negativamente. Outras 2 eu recebi proposta, mas não foram o que eu estava esperando e eu declinei. Outras 6 o resultado ainda não havia saído quando consegui o emprego, com isto, eu solicitei minha retirada do processo.

Bom, sobrou a oportunidade que eu aceitei e, foi a mais rápida a inesperada. A primeira entrevista aconteceu no dia 27/01, a segunda no dia 28/01 e a oferta no dia 29/01, ou seja, 48h depois da primeira entrevista eu estava contratado.

A empresa é o RBC (Royal Bank of Canada) e meu cargo será de Coordenador de Projetos em TI. Irei iniciar na metade de fevereiro/16.

 

Bom, e quais são nossos conselhos para quem chegou no Canadá e está procurando emprego?

1 – Não se desespere, os 6 primeiros meses são realmente mais complicados. Lógico que dá para conseguir algo neste período, muitos que conhecemos conseguiram, mas o recado é que antes de 1 ano estará tudo resolvido, com certeza;

2 – Faça trabalhos voluntários, preferencialmente algo recorrente. Além da experiência Canadense, tu ganharás amigos e, dependendo da empresa, poderá ser contratado;

3 – Estude!! Faça Inglês, cursos em colleges, bridging programs, OSLT, etc;

4 – Apliquei online, não importa que somente 20% dos empregos no Canadá estejam online, uma hora vai dar certo. Além disto, tu já vai poder adicionar os recrutadores e fazer contatos via mensagens no LinkedIn;

5 – Vá em eventos. Existem apps que lhe ajudam com isto (Eventbrite e Meetup);

6 – Faça contato com recrutadores de empresas de RH, existem várias aqui. Eles realmente ajudam;

7 – Vá em workshops sobre como melhorar teu currículo, como se comportar na entrevista, etc. Isto é muito importante. Somente após eu saber como eram as entrevistas aqui é que comecei a me dar bem nos processos;

8 – Mapeie as empresas que tu gostarias de trabalhar, adicione diretores/gestores no LinkedIn e peça para tomar um café com eles para entender como é a empresa e as oportunidades lá. Eu consegui duas entrevistas assim;

9 – Peça ajuda para conhecidos. As vezes achamos que vamos atrapalhar, mas é uma escolha deles ajudar ou não. A nossa obrigação é tentar, os que ajudarem, serão recompensados pelo prazer de fazer alguém feliz;

10 – E o principal, não se deixe abater com o número de aplicações negadas ou não retornadas. Minha média no último mês de aplicações (o melhor deles), foi de 1 entrevista a cada 15 aplicações, ou seja, é difícil mesmo.

 

6 Meses no Canadá!!!

Hoje completamos 6 meses em Toronto. Chegamos a uma marca muito importante, não somente pelo primeiro meio ano aqui, mas também porque vamos iniciar 2016 com uma bagagem muito boa trazida de 2015. Definitivamente estamos em casa, o Canadá já se tornou nosso lar.

Nosso projeto para o período entre o 3º e 6º mês contava com um investimento de tempo considerável nos estudos (Inglês e cursos técnicos), procura de emprego e adaptação ao inverno. Este segundo ciclo não saiu 100% como o planejado, mas ainda assim foi muito bom, pois aconteceram algumas coisas maravilhosas que não estavam nos nossos planos.

Primeiro, conseguimos finalizar os cursos de Inglês, o curso que eu (Lucas) estava fazendo, de Gestão de Projetos, e da Bruna, em marketing e vendas. A surpresa neste sentido veio com o meu PMP (Project Management Professional), algo que eu não fazia a mínima ideia que eu iria buscar, tampouco passar no exame de primeira após somente 2 meses de estudo.

Vamos agora ao tão temido inverno!! Bom, até agora, nada diferente do que passamos no Rio Grande do Sul. Novembro e Dezembro foram muito tranquilos, bem diferente do que costuma ser aqui em Toronto. Temperaturas negativas foram raras e neves mais raras ainda, vamos esperar Janeiro/Fevereiro para ver se conseguiremos enfrentar o frio de verdade. Projeto adiado para o próximo trimestre! Rsss.

Chegamos então ao principal projeto desde que chegamos: buscar emprego. Conseguimos ter certo sucesso nestes últimos 3 meses, mas ainda estamos em uma situação que queremos buscar um emprego em nossas áreas. O que conquistamos até agora foi bom pois nos ajudou a ter a famosa “Canadian Experience” e criar uma rede de relacionamentos, mas ainda temos o desafio de buscar algo mais próximo ao que tínhamos no Brasil. Certamente entre Janeiro/16 e Março/16 teremos que completar esta etapa, agora é a hora!!

A saudade da família e dos amigos é grande, mas estamos suportando bem. Nos preparamos bastante para enfrentar este primeiro ano, especialmente porque já tínhamos uma experiência prévia de como seria ficar longe. Sei que nossos familiares e amigos próximos também sentem saudade, mas esperamos visita-los ainda em 2016! Fiquem firmes e fortes ai, vocês são a base para nós.

Vou repetir uma frase que postei 3 meses atrás. “Aproveitamos para agradecer a todos que continuaram tendo contato seguido conosco, mesmo sabendo que fisicamente estaríamos distante e, pedimos para os que se afastaram, voltem a ter o contato conosco. Nós não morremos, só nos mudamos para um local geograficamente diferente.”

3 Primeiros Meses :)

Hoje completamos 3 meses em Toronto e, podemos dizer que, agora nós nos sentimos oficialmente Canadenses. Já estamos com o PR Card na mão (já dá para viajar pro Brasil), direito a acesso gratuito a saúde (tinha carência de 3 meses), carteira de motoritca de Ontario, entre outras coisas.

Os primeiros três meses havíamos planejado como meses de adaptação, meses que iríamos ajustar o orçamento, arrumar ap, conhecer a cidade, a cultura, estudar os idiomas (Inglês/Francês), entender o mercado de trabalho, etc.

O ciclo número 1 acabou, agora partirmos para um novo ciclo de 3 meses, com novos objetivos, dentre eles emprego e adaptação ao inverno.

Preliminarmente, podemos afirmar que estamos caminhando para uma plena adaptação, faltando somente encarar o inverno. Em relação a cidade, a cultura Canadense, as demais culturas e o modo como as coisas funcionam, tudo se encaixa no que buscávamos. Logicamente, ainda é muito cedo para conhecer tudo a fundo, mas por enquanto, esta é a visão.

Não podemos deixar de registrar que a saudade é grande, especialmente da família e dos amigos, mas também da vida que tínhamos no Brasil, mas isto tudo faz parte da adaptação inicial.

Aproveitamos para agradecer a todos que continuaram tendo contato seguido conosco, mesmo sabendo que fisicamente estariamos distante e, pedimos para os que se afastaram, voltem a ter o contato conosco. Nós não morremos, só nos mudamos para um local geograficamente diferente. 😉

Carteira de Motorista Canadense + Materiais de Estudo

Fala Galera,

Este é um dos posts mais esperados do pessoal que vem falar conosco, pois diz respeito a carteira de motorista no Canadá, mais especificamente em Ontário.

Como de costume, vamos explicar algumas coisas antes do passo-a-passo. Primeiro, é importante destacar que a carteira de motorista aqui é PROVINCIAL, ou seja, se tu moras em Ontario, tu tiras a carteira aqui, porém se tu te mudas definitivamente para outra província, tu serás obrigado a tirar uma nova carteira daquela província. Se tu fores somente viajar, está tudo certo, não terás problemas em usar a carteira de motorista entre as províncias.

Segundo, é importante explicar que aqui existem 3 tipos de carteiras de motorista de carros, vamos as diferenças:

  • G1: Este é o primeiro tipo de carteira que todos são obrigados a tirar. Para tirar esta carteira é necessário fazer uma prova de 40 questões, sendo 20 de sinais e 20 de regras de trânsito, podendo errar somente 4 questões de cada tipo. Sim, não é necessário fazer teste de direção, somente prova mesmo.
    Porém, para dirigir o carro, você deverá estar acompanhado de alguém que tenha a carteira G com mais de 4 anos. Além disto, não pode ter álcool no sangue, não pode dirigir entre meia-noite e 5 da manhã e tampouco em rodovias.
  • G2: Este é o segundo nível da carteira de motorista, sendo necessário fazer o teste de direção para conseguir tirá-la. Somente após 12 meses de G1 é que é possível tirar esta licença (tempo pode ser diminuído se fizer um curso específico que existe aqui). A diferença entre G1 e G2 é que no caso da G2 já é permitido dirigir sozinho, tanto na cidade quanto na autoestrada. Não pode ter álcool no sangue e o número de pontos para a perda de licença é bem baixo (9 pontos).
    OBS: quem tem carteira no Brasil, poderá ir da G1 direto para a G, sem passar pela G2 e esperar estes 12 meses, vamos explicar mais adiante no post.

OK, vamos agora ao mecanismo para tirar a carteira. Para nós que viemos do Brasil, temos duas possibilidades. Se não tens a CNH Brasileira, não terás escolha, deverás fazer a G1, G2 e G (esperando os tempos entre elas).

Agora vamos ao cenário que tu tens a CNH Brasileira, mas antes vamos aos avisos que muita gente comenta e que são mitos.

1 – NÃO PRECISA TRADUZIR A CNH! Vejo muitos blogs que dizem para trazer a CNH traduzida, mas isto não é necessário.

2 – NÃO PRECISA FAZER A CARTEIRA INTERNACIONAL! Vi muita gente fazer a carteira internacional no Brasil antes de vir pra cá, sinceramente, não vejo qualquer razão.

3 – A CNH SÓ VALE 60 DIAS! Sim, para quem fixa residência no país, após 60 dias tua CNH perde a validade, então é importante tu iniciar o processo de tirar a nova carteira aqui no Canadá antes disto, especialmente se quiser que ir da G1 diretamente para a G (pulando a G2). Após os 60 dias, tu perderá este direito também. Há relatos de Brasileiros que conseguiram fazer o processo após 60 dias, então este é um ponto que não tenho certeza, vale a pena ler este link e tirar as conclusões!

OK, então o que precisa fazer?

A) Solicitar um documento no Consultado do Brasil no Canadá (Site Oficial)
Este documento é praticamente a tradução da tua CNH, com selo oficial do consulado Brasileiro. Este documento serve para que teu histórico como motorista no Brasil seja aceito aqui para que tu consiga tirar diretamente a G1 e G, sem precisar esperar qualquer tempo entre elas.
Você precisará levar no consultado:
1 – Original e Cópia da CNH (Carteira Nacional de Habilitação);
2 – Original e Cópia do Passaporte;
3 – Consulta de Pontos da CNH no site do Detran (online mesmo). Deve ser no Detran do estado que a CNH foi emitida.
4 – Ordem de pagamento (money order) ou cheque administrativo (certified cheque) para o “Consulate General of Brazil in Toronto), no valor de CAD 22,50.
– Importante: você poderá fazer isto em uma agência dos correios ou nos bancos. O valor do money order é de CAD 7,50, porém se tu for no teu banco, eles podem não te cobrar (nosso caso no RBC).
– Importante 2: Faça isto antes de ir no consulado – vai economizar tempo, mas veja se o valor não mudou no site oficial.
O documento ficará pronto em 5 dias úteis e é válido por 6 meses. O endereço do Consulado do Brasil em Toronto é 77 Bloor Street West, sala 1109, e o horário de atendimento é das 9h às 13h.

B) G1 – Preparação e Como Fazer o Teste
A G1 é o primeiro teste que deverás fazer aqui, realmente é muito fácil a prova e o que deves fazer é somente estudar. Aqui está nossa principal ajuda para você, pois temos material em Inglês e Português para teu estudo, clique aqui e faça o download.
Após estudar, poderás fazer alguns simulados neste site.

OK, agora que você já estudou e já está acertando quase 100% das questões do simulado, é hora de ir no ServiceOntario (você pode ir em Drivetest Centres também, mas recomendamos o Service Ontario) e fazer a prova teórica. Não precisa de agendamento, mas prepare-se para esperar pouco mais de 1 hora na fila.
Vá bem arrumado, irá tirar uma foto lá.
Endereço: 777 Bay Street (Lower Level), Toronto,ON. M5G 2C8.
Documentos:
– CNH Brasileira;
– Statement emitido pelo consultado Brasileiro (item A acima) – faça uma cópia antes, pois este doc ficará com eles;
– Passaporte + PR Letter (ou PR Card);

C) G – Preparação e Como Fazer o Teste
Agora vem a parte que gera a tensão entre nós brasileiros, o teste de direção. Quando tu estudar para a G1, tu verás que temos consideráveis diferenças na legislação de transito entre Canadá e Brasil, então preste bem atenção nelas e memorize, isto será importante neste momento.
Se tu fez o caminho de validação da CNH Brasileira, após a G1 tu poderás aplicar direto para a G, porém indicamos fortemente fazer no mínimo 2 aulas de direção antes de partir pra prova (eu fiz 4 aulas). Tem muito detalhe que é muito difícil saber sem fazer as aulas (shoulder check, tri-point-turn, etc). Outro motivo de fazer aulas é que se tu rodar no teste da G, tu terás que fazer a G2, ou seja, mais gastos e retrocesso no processo.

Eu fiz aula com os portugueses da Easy Drive (416-531-3604), achei muito boas as aulas, embora o instrutor (Eduardo) por vezes não responde muito bem as dúvidas, mas as aulas foram mais difíceis que o teste, o que foi bom.
Valores: $ 35,00 (cidade) / $ 38,00 (highways) / $ 135,00 (dia da prova)

Você poderá marcar o teste através da internet, telefone (647-776-0331 or 1-888-570-6110) ou nos DriveTest centres. Porém, geralmente quem te dá as aulas marca para vocês.
Outra dica, no agendamento online solicita a data de validade da driver’s licence, basta colocar 5 anos a mais na data que está escrita no documento que tu receberá após o teste da G1.

Documentos necessários para marcar o teste:
– Número da tua Driver’s Licence;
– Local do Teste (sugestões: Etobicoke, Downview ou Oakville);
– Data e Hora preferencial (não escolha horários cedo ou tarde, de preferência entre 10h e 15h).
Você poderá cancelar o agendamento em até 48h e ter seu dinheiro reembolsado, após isto, ou faz o teste ou perde o dinheiro.

C) Teste da G – Experiência
Você terá que ir com o carro que alugou até o local que você marcou o teste, vá no mínimo com 20/30 minutos de antecedência, pois haverá fila no local. Leve consigo somente a carteira G1 (se não tiver, leve o papel que tu recebeu depois do teste G1 + Passaporte). Também tenha em mãos a informação da marca do carro e placa.

Depois de se apresentar no guichê, você voltará para o carro e irá aguardar o avaliador. Como dica, já espere com o cinto de segurança afivelado, isto evitará que esqueça depois.
O avaliador chegará e irá falar contigo pela tua janela, ele irá se apresentar, perguntará teu nome, data de nascimento e endereço. Após isto ele irá para trás do carro e irá pedir para tu colocar o pisca/alerta/sinal para a esquerda, depois direita e pisar no freio. Depois irá para a frente do carro e novamente direita, esquerda e depois buzina.
Realizado isto, ele(a) entrará no veículo e irá perguntar se tu já dirigiu na estrada, você deverá falar “sim, umas 10/15 vezes”. ISTO É MUITO IMPORTANTE!
Ok, a partir daí tu ligará o carro e seguirá para o teste. Aqui muita coisa poderá variar, mas em geral ele irá pedir para tu fazer um parallel parking (baliza), tri-point-turn (meia volta em uma rua apertada), left turn (dobrar a esquerda), right turn (dobrar a direita) e change lane (trocar de pista). Talvez ele peça outras coisas, então é importante estar preparado para tudo.
MAIS IMPORTANTE DE TUDO: shoulder check!!! Sim, para praticamente tudo você deve fazer shoulder check (olhar os pontos cegos através dos ombros). Outra coisa importante é olhar os espelhos a cada 10 segundos (aproximadamente). Este são dois dos motivos que mais reprovam a galera. Outro motivo de reprovação constante é entrar muito devagar na highways, se está na pista de aceleração… ACELERE!

D) Valores de TODO o processo:
– Consultado: $ 22.50 (talvez mais $7.50 do money order);
– Prova Teórica G1: $ 95.25
– Aulas de Direção: $ 146.00 (2 cidade / 2 highways);
– Aluguel do Carro: $ 135.00 (com 1 aula antes da prova);
– Prova Prática G: $ 86.25
– TOTAL: $ 485.00

Bom galera, espero que tenham gostado. Se encontrarem erros, por favor, nos avisem. Se tiverem dúvidas, por favor, nos perguntem.
Se gostaram, por favor, COMPARTILHEM!!

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OHIP – Cartão de Saúde

Fala Galera,

Este é um dos assuntos mais falados antes de viajar para o Canadá e também logo após que chega, especialmente porque se trata do direito em ter acesso a saúde aqui no Canadá.

O significado de OHIP é “Ontario Health Insurance Plan”, o que já deixa claro que não é um documento Federal e sim PROVINCIAL e, neste caso, da província de Ontário. (Cada província tem sua regra e somente conhecemos a de Ontário).

Aqui no Canadá grande parte da saúde é PÚBLICA e somente algumas especialidades tem a permissão de atuar de forma privada. O OHIP cobre praticamente todas as necessidades que a população precisa, exceto dentista e alguns exames na área de oftalmologia.

Todos os cidadãos e residentes permanentes tem direito ao OHIP, porém para newcomers (residentes recém chegados) há um tempo de espera de 3 meses da data de “landing” até ter este direito adquirido. Por este motivo, recomendamos fortemente que se adquira um plano de saúde internacional que faça a cobertura destes 3 primeiros meses, nós utilizamos o BlueCross.

Ok, agora que temos as informações básicas sobre o OHIP, o que temos que fazer para fazer o cartão?

  • Primeira coisa, não tenha urgência. Você terá muito mais coisas urgentes para fazer quando chegar aqui, o OHIP pode ficar para seu segundo ou terceiro mês (recomendamos no segundo mês). Você não terá cobertura do OHIP nos 3 primeiros meses, então você tem exatamente este mesmo tempo para ir em um ServiceOntario  para fazer seu cartão.
  • Quando fores no ServiceOntario fazer o OHIP você deverá levar os seguintes documentos: Passaporte, Comprovante de Residente Permanente (Carta ou PR Card) e Comprovante de Endereço. Não esqueça que irá tirar uma foto, ou seja, vá arrumadinho(a). rsss.

Depois disto, basta esperar que o cartão será enviado próximo da data que você completará 3 meses de Ontario, Canada.

Se eu viajar para outra província, terei direito a saúde pública?
A resposta é SIM, terá direito, poderá utilizar seu OHIP, porém nem tudo são flores. Primeiro deverá se certificar se o profissional da saúde aceita OHIP tarifando diretamente a província de Ontario, caso contrário, você terá que pagar o serviço e solicitar reembolso quando voltares da viagem.
Isto não se aplica aos hospitais, neste caso está tudo integrado e é a mesma coisa que se tivesse em Ontario.

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